terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pena de Morte

Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte. Esta condenação é proibida pelo artigo 24.º, n.º 2, da Constituição Portuguesa. No entanto, em alguns países ainda é legal e posta em prática. É o caso, por exemplo dos EUA.
Mas afinal porque é que a pena de morte é inaceitável no nosso país?! Quais são as razões que levam muita gente a protestar contra a pena de morte em países como os EUA?!

Primeiramente é considerado por muitos que a pena capital não tem o mesmo efeito inibidor que a condenação a prisão perpétua. Na opinião dessas pessoas, o risco de ser preso é uma razão mais forte para um criminoso deixar de cometer um crime do que a pena de morte, uma vez que esta última não envolve tanto sofrimento.

Isto leva-nos a um outro argumento comum: o criminoso deve ser severamente punido pelos seus crimes. A generalidade das pessoas considera a prisão perpétua uma punição mais severa e adequada do que a pena de morte, já que a primeira envolve um sofrimento prolongado ao passo que a pena de morte é vista como uma saída mais fácil para o criminoso.

Outros são os que argumentam que a pena capital é paradoxal. “Matar pessoas para mostrar às outras pessoas que matar pessoas não é aceitável” não parece de facto uma acção muito coerente.

A pena de morte vai ainda contra a cultura ocidental e cristã. Nestas comunidades desenvolveram-se bastante os valores da vida humana e os direitos do homem. Ora, a pena de morte, sendo um atentado à vida humana, contradiz todos esses valores. Assim, no ocidente e nos países de formação cristã a pena de morte não pode ser encarada como uma solução socialmente aceitável.

Além deste aspecto, importa ainda referir que existe a possibilidade de o criminoso vir a ser útil ou benéfico para a sociedade. O homem é um animal imprevisível. Ao longo da sua vida um criminoso – alterando-se o contexto da sua vida – pode arrepender-se dos seus crimes e alterar o seu comportamento. Se assim for, esse homem pode ainda servir a sociedade de alguma forma. Existem vários exemplos de pessoas que desenvolveram obras impressionantes a partir de prisões, como Henri Charriàre, autor do livro Pappillon, um símbolo para a luta pela liberdade.

O homem e a justiça também falham. Por essa razão há também uma justificação essencial para não se aplica a pena de morta: Ao longo da história verificaram-se vários casos de pessoas inocentes condenadas à morte. Nos EUA foram libertados 138 condenados à morte desde 1973. Isto revela que realmente podem ocorrer erros judiciais. Pessoas inocentes – que não tenham a sorte das 138 pessoas acima referidas – podem, em última instância, ser, injustamente, condenadas à morte.

Um último aspecto – menos relevante por se tratar da vida de uma pessoa, mas que deve ser tido em conta – é o facto de, por vezes, ser mais caro condenar um criminoso à morte do que mantê-lo preso durante toda a sua vida. Isto deve-se essencialmente à complexidade burocrática envolvida na maioria destes processos de condenação e aos inúmeros recursos das decisões judiciais que estes invocam. Assim, será preferível manter o criminoso preso e não gastar o dinheiro e tempo necessários para um processo desse tipo.


Em suma, a pena de morte tem muitos aspectos negativos que a tornam condenável, tanto a nível social como a nível político.

Países com pena de morte: 
   Abolida para todos os crimes
   Legalizada para crimes cometidos apenas em circunstâncias excepcionais (p.ex., crimes cometidos em tempo de guerra)
   Abolida na prática, mas legal
   Pena de morte legalizada



Referendo


Um referendo é um dos instrumentos da democracia que mais directamente representa a opinião da população. O próprio termo “democracia” (do grego demokratia) significa poder do povo. Assim, a população devia ter o direito de expressar a sua opinião em referendos e de decidir sobre os assuntos políticos relevantes.
Para analisar este assunto importa perceber em que consiste o referendo e como está definido na Constituição da República Portuguesa no Artigo 115º:
1. Os cidadãos eleitores recenseados no território nacional podem ser chamados a pronunciar-se directamente, a título vinculativo, através de referendo, por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República ou do Governo, em matérias das respectivas competências, nos casos e nos termos previstos na Constituição e na lei. 
2. O referendo pode ainda resultar da iniciativa de cidadãos dirigida à Assembleia da República, que será apresentada e apreciada nos termos e nos prazos fixados por lei.
3. O referendo só pode ter por objecto questões de relevante interesse nacional que devam ser decididas pela Assembleia da República ou pelo Governo através da aprovação de convenção internacional ou de acto legislativo. 
No entanto o referendo é um recurso pouco utilizado nos dias de hoje. Porquê?


Uma das principais razões pela qual o instrumento do referendo é pouco utilizado é o facto de o seu resultado condicionar fortemente a liberdade de opção dos políticos que nos representam na Assembleia da República.

A segunda justificação mais provável é o facto de os cidadãos não se mobilizarem no sentido de requerer o uso desta ferramenta política. Talvez isto se deva à sua falta de prática e interessa na participação activa nas decisões políticas.

Além destes aspectos verifica-se ainda que os referendos só permitem abordar decisões políticas de respostas simples e directas (sim ou não, etc), o que não se adequa à maioria das decisões que é necessário tomar.

Uma desvantagem clara dos referendos é o dispêndio de tempo que requerem. Conseguir organizar os processos de debate político e de votação em si pode ser um processo muito moroso. Em muitas situações é politicamente ou economicamente arriscado demorar muito tempo a tomar uma decisão, pelo que os referendos são, neste contexto, inconvenientes.

 A organização de um referendo requer igualmente um significativo dispêndio de dinheiros públicos. Há que organizar os numerosos debates políticos e processos de votação, entre muitos outros aspectos que custam dinheiro ao Estado, pelo que só se justificaria a sua aplicação em decisões de grande relevância política.

Outro ponto negativo é o facto de serem incómodos (pelo menos para uma parte da população). As pessoas que decidirem votar irão ter de se informar, de sair de suas casas, deslocar-se ao local de voto em que estão registadas e esperar a sua vez. Todo este processo é considerado incómodo e inconveniente por uma parte da população.
Disto resulta uma das grandes fragilidades deste instrumento: existe, em todas as votações, um determinando número de pessoas que, tendo o direito ao voto, não o exercem. Chama-se a isto abstenção.

Ora, o resultado directo da abstenção é a perda de representatividade do resultado do referendo. Se uma parte da população não expressa a sua opinião através do voto, então o resultado das votações nunca representará toda a população. Uma decisão democrática em que nem todos estão representados não pode ser considerada uma decisão justa, pelo que o referendo não será justo.

Um último aspecto que me parece ainda digno de menção é o facto de as populações estarem em geral pouco informadas e de as suas opiniões serem facilmente manipuláveis. Grande parte da população não se interessa ou não tem acesso à informação necessária para tomar uma decisão acertada. É também frequente que algumas pessoas se deixem enganar pelos discursos e propagandas dos defensores de determinada causa, tornando a sua decisão assim manipulada e enviesada por grupos partidários.


Concluímos, pois, que o recurso a referendo – apesar de ser um dos instrumentos democráticos mais representativos – acaba por ter pouca utilidade e relevância prática na nossa democracia. É pelas razões acima mencionadas que os referendos são um instrumento pouco utilizado na política dos dias de hoje.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Consumo excessivo de Álcool por Jovens


Desde sempre as bebidas alcoólicas foram apreciadas pelo homem. Actualmente põe-se, no entanto, um problema que anteriormente era mais raro: os jovens – falo de rapazes e raparigas entre os 12 e os 17 anos – tem tendência a beber cada vez mais e com maior frequência. Um passeio por zonas de diversão nocturna revela muitas vezes situações desagradáveis e chocantes.
Mas afinal quais as razões para os jovens beberem demais?!

Na minha opinião estas atitudes dos jovens devem-se em parte à pressão de grupo. É comum, entre jovens, haver incentivos ou mesmo desafios a fazer aquilo que todos sabem que não devem fazer. Assim acontece com o álcool ou mesmo com o tabaco. Desde cedo os jovens são levados a ingerir essas bebidas, sendo que frequentemente não são capazes de resistir a essa pressão.

Isto leva-me a outro ponto que considero relevante: existe entre jovens a acepção de que uma pessoa que consiga beber mais é superior às restantes. Isto leva os jovens a tentar superar as suas capacidades, ingerindo mais álcool do que aquele que conseguem suportar, perdendo assim o auto-controlo e a noção do limites.
Esta noção é talvez reforçada pelos exemplos de pessoas mais velhas que os jovens pretendem seguir. Muitas vezes os jovens estão em contacto com pessoas que admiram e que vêm beber bebidas alcoólicas (não necessariamente familiares, mas também amigos ou colegas mais velhos). Como as crianças têm a tendência de imitar aquilo que vêm as pessoas mais velhas fazer, tentam também beber álcool o que pode ter consequências graves.

A ingestão de álcool é um processo viciante e provoca ainda sensações fora do comum que os jovens gostam de experimentar. Uma vez ingerido, o álcool circula no sangue e pode provocar, numa primeira fase, alguns efeitos “agradáveis” como a alegria excessiva, tonturas e algum descontrolo, evoluindo, numa próxima fase, para sensações de desequilíbrio e sono, entre muitas outras. Muitos jovens consideram estas sensações engraçadas e agradáveis, pelo que bebem bebidas alcoólicas em excesso. Ao fim de alguma experiencias, os jovens sentem-se carentes e tornam-se viciados

Por último gostava de mencionar ainda uma outra razão para este consumo excessivo de álcool por jovens: As bebidas alcoólicas estão hoje – mais do que nunca – acessíveis aos jovens, apesar de ser proibido por lei.
O Decreto-Lei n.º 9/2002 de 24 de Janeiro que regulamenta a venda e consumo de bebidas alcoólicas estabelece no seu artigo 2º - 1 :
É proibido vender ou, com objectivos comerciais, colocar à disposição bebidas alcoólicas em locais públicos e em locais abertos ao público: 
a) A menores de 16 anos; (mudou recentemente para os 18 anos)
b) A quem se apresente notoriamente embriagado ou aparente possuir anomalia psíquica.
Nos locais de diversão nocturna (seja uma discoteca, um bar ou qualquer outro local), os jovens são constantemente confrontados com ofertas de bebidas alcoólicas e em regra não lhes é imposta qualquer restrição no acesso a estas (contrariamente ao estabelecido na lei acima transcrita). Frequentemente os estabelecimentos de diversão nocturna oferecem mesmo bebidas aos jovens de forma a estimular o consumo. É também costume nos cartões de consumo estar já incluída uma bebida que os jovens pagarão mesmo se optarem por não a beber. Com todos estes estímulos e facilidades não é de admirar que os jovens bebem bebidas alcoólicas.

O facto de os pais não controlarem hoje os seus filhos menores e as suas saídas nocturnas e companhias, aumenta fortemente a facilidade deste acesso às bebidas alcoólicas.


Concluímos, pois, que os jovens são incentivados e desafiados a consumir mais bebidas alcoólicas que lhes estão cada vez mais acessíveis, apesar de isso ser proibido por lei. Este é um grande problema da nossa sociedade de hoje que necessita de ser tratado com grande urgência.
Este último aspecto é provavelmente o âmbito em que seria mais fácil influir de forma a evitar situações como as acima descritas. Era necessária uma maior supervisão dos estabelecimentos de diversão nocturna e uma legislação mais severa no que respeita infracções que se cometessem nesse sentido.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desvantagens da Implementação do €uro

Anteriormente publiquei um texto neste blogue sobre as Vantagens do Euro. No entanto, devo confessar que vejo nesta moeda única também uma grande quantidade de desvantagens.

A moeda única europeia significa – para os países aderentes – uma significativa perda de autonomia nacional sobre as políticas monetárias e cambiais. O Banco Central Europeu (BCE) tem supremacia no que diz respeito ao Euro, decidindo quanto dinheiro deve ser “impresso” e qual a relação cambial do Euro com as outras moedas. Desta forma os países aderentes deixaram de poder tomar decisões autónomas quanto a essas matérias, perdendo assim a sua independência nesse domínio.
Esta perda de autonomia cambial retira ainda ao país um dos seus instrumentos mais relevantes na promoção e competitividade internacional das suas exportações: a possibilidade de reduzir a sua taxa de câmbio tornaria os seus produtos mais concorrenciais e atractivos nos seus mercados potenciais. Anteriormente os países recorriam com frequência ao ajustamento da sua taxa de câmbio, de forma a tornarem os seus produtos transaccionáveis relativamente mais baratos face ao exterior. Actualmente isto não é possível, visto que o BCE define a taxa de câmbio de forma global para todos os países aderentes.
Com o Euro existe a possibilidade de ocorrência de choques assimétricos, que tendem a ser desfavoráveis para países de menor poder económico. Fala-se de choques assimétricos quando dois países membros são afectados de maneira oposta por um choque que afecta ambas. Por exemplo, se os EUA deixassem de vender certo produto para a Europa que a Alemanha também produzisse a um preço mais elevado, isso seria negativo para um país como Portugal, mas para a Alemanha seria positivo. Perante uma situação destas – não num produto em específico, mas de forma mais generalizada – a reacção das políticas monetárias destes dois países para reduzir os possíveis efeitos negativos desta ocorrência seria oposta - se esses fossem ainda autónomos. No entanto, uma vez que as políticas monetárias são definidas pelo BCE para todos os conjuntos dos países membros da moeda única, a reacção será definida de forma global, sendo esta essencialmente influenciada pelos países de maior poder económico.
Inicialmente, a implementação de uma nova moeda teve também custos significativos para o Estado e para as empresas. Foi necessário converter todos os preços em moeda antiga para a nova moeda, sustentar campanhas de informação e sensibilização da população para a nova moeda a utilizar e foi ainda necessário substituir todas as marcações de preços. Tudo isto implicou grandes custos de adaptação inicial, que só passados alguns anos foram ultrapassados.

Concluímos que a implementação da moeda única na Europa acarreta várias desvantagens como a perda de autonomia dos países membros, a possibilidade de ocorrência de choques assimétricos e os custos de adaptação inicial.

Vantagens do €uro

O Euro (€) é a moeda oficial de 16 dos 27 países da União Europeia, existindo sobre a forma de notas e moedas desde 2002. Esta nova moeda europeia traz consigo um conjunto de vantagens.


Esta moeda contribuiu para uma simplificação das relações económicas e da vida dos cidadãos dos países membros e para o estímulo do comércio entre eles. Estes países usam a mesma moeda, pelo que deixa de haver a necessidade de recorrer a câmbios e trocas de moeda em todos os negócios internacionais e na vida corrente. Ultrapassado este obstáculo à comunicação entre os países, os cidadãos e as empresas, as relações económicas internacionais destas tornam-se mais simples e expeditas, estimulando e facilitando o comércio, a concorrência e comparação de preços entre elas.
Por outro lado, a vida corrente, as deslocações e a convivência de cidadãos de diferentes países-membros torna-se também mais simplificada, evitando a troca de moedas.

Uma consequência directa da simplificação acima mencionada é o reforço das relações económicas entre as empresas dos países e o consequente fortalecimento das respectivas economias. Verifica-se que, na medida em que se simplifica o relacionamento entre as empresas e cidadãos de diversos países, as suas relações económicas tendem a reforçar-se e adensar-se progressivamente, resultando daí um efectivo crescimento do volume da actividade económica. O aumento das viagens entre países-membros, assim como o aumento do volume de negócios entre as empresas de diferentes países, reforçam a coesão das suas economias. São estas também duas outras grandes vantagens da criação da Zona Euro.
A existência de uma moeda comum exigiu também a criação de regras comuns aos países-membros. O BCE tem assegurado o controlo da inflação e o controlo monetário, fiscalizando o cumprimento das regras em todos os países aderentes. Essa estabilidade da inflação que daí resulta traduz-se numa estabilidade financeira que permite taxas de juro mais baixas, favorecendo os investimentos de forma sustentada. Efectivamente essa estabilidade reflecte-se numa significativa descida das taxas de juro e de uma muito maior facilidade de acesso ao crédito, resultantes da segurança que a existência de uma política monetária comum confere aos países. Esta situação favorável aos investimentos tem estimulado a internacionalização e crescimentos das empresas.
Acresce a isto ainda que a referida anulação das taxas de câmbio – ao permitir uma mais fácil comparação entre os preços e ao reforçar as relações económicas – contribuiu também para a harmonização das economias dos países-membros, assim como dos preços em geral.

Concluímos pois que a implementação do Euro como moeda única trouxe vários e significativos benefícios para os países aderentes.

Porque é que é importante organizar eventos internacionais em Portugal?

Neste últimos anos Portugal tem vindo a ser palco de grandes eventos internacionais como grandes concertos e exposições, o Euro 2004, a reunião do Conselho Europeu em Lisboa em 2007 ou a Cimeira da NATO, entre muitos outros. Mas porque é que é positivo para Portugal organizar estes eventos?


Eventos desta envergadura atraem a Portugal pessoas e organizações que contribuem para a dinamização da economia nacional.
Um dos aspectos importantes é o facto de os eventos internacionais provocarem ou incentivarem a deslocação de milhares pessoas a Portugal e o envolvimento de organizações, quer na preparação, quer no próprio período do evento. Vêm a Portugal não só as pessoas que participam ou assistem directamente aos eventos, mas também as que têm actividades e interesses directos ou indirectos neles. Isto é obviamente uma mais-valia para o país, uma vez que essas organizações e pessoas irão forçosamente consumir bens e serviços nacionais, provocando um aumento do volume de negócios para várias empresas nacionais. Os casos mais flagrantes serão talvez os dos transportes, hotéis, catering, restaurantes ou lojas, entre outros.


Outro aspecto muito positivo para Portugal é o facto de eventos desta envergadura captarem a atenção para o nosso país de pessoas por todo o mundo, aumentando a nossa visibilidade e atractividade internacional. As emissoras televisivas transmitem imagens de Portugal para todo o mundo e o nosso país surge nos noticiários e vários outros meios de comunicação de outros países. Desta forma alguns estrangeiros ficam a conhecer melhor o nosso país e consequentemente estarão mais interessados em visitar-nos, comprar os nossos produtos ou em conhecer os nossos valores culturais.
Fruto directo dessa visibilidade é também o crescimento da atractividade desses eventos e do país em si para os sectores do marketing e da publicidade, que são actualmente um dos pilares da realização destes eventos.


Um outro efeito positivo para Portugal é o facto de estes eventos poderem viabilizar investimentos e estruturas adicionais, tanto promovidos por agentes internos como externos.
É o facto de esses eventos mobilizarem muitas pessoas e de implicarem a utilização por múltiplas vezes das mesmas estruturas que viabiliza esses investimentos por os tornar rentáveis. Por vezes as organizações recebem apoio por parte do Estado Português de forma a conseguirem viabilizar esse investimento. Assim são promovidos alguns desses investimentos, que se reflectem em trabalho e aumento de volume de negócio para muitas empresas, dinamizando a economia. O Estado acaba, finalmente, por ver reembolsados esses apoios através do aumento de consumos e de pagamento de impostos.
Além disso Portugal recebe ainda das organizações dos eventos quantias significativas para ajudar na preparação e execução dos eventos.


Concluímos pois que os eventos internacionais realizados em Portugal provocam investimentos de agentes internos e externos, atraem milhares de pessoas, viabilizam novas estruturas, promovem o conhecimento e a imagem do país e aumentam o volume de negócios e o lucro para várias empresas. Torna-se assim obvio que eventos desta envergadura são bastante importantes e positivos para Portugal!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Papel Reciclado nas Instituições Públicas


A sociedade de hoje depara-se cada vez mais com problemas ambientais e as campanhas de sensibilização ecológica aumentam em número e abrangência.
Seria positivo, neste sentido, uma intervenção do Estado para incentivar a utilização – por exemplo – de papel reciclado. Uma forma de fazer isto é implementar a uso deste material reciclado nas instituições públicas (ou até eventualmente num âmbito mais alargado ainda, como a UE).
1. Isto seria salutar para o meio ambiente. As instituições públicas consomem uma enorme quantidade de papel, entre formulários e relatórios, contractos e requerimentos. Todos sabemos que a produção de papel (não reciclado) implica o abate de milhares de árvores que são importantes para o equilíbrio ecológico do planeta. Utilizando papel reciclado, reduzir-se-ia significativamente a quantidade de árvores abatidas e evitar-se-iam, assim, os malefícios ambientais que esta actividade representa.
2. Um outro aspecto vantajoso da implementação da medida acima mencionada é o dinamismo que proporcionaria à economia e ao mercado do papel reciclado. A grande inferioridade do papel reciclado face ao papel ordinário é o seu preço. O papel reciclado é um material significativamente mais caro do que o papel ordinário e esta desvantagem leva a que a maioria das pessoas opte por continuar a utilizar o papel ordinário. O preço elevado deste tipo de papel deriva – por sua vez – da falta de procura de que este sector padece. Verificamos aqui a existência de um círculo vicioso, no sentido em que a falta de procura faz subir o preço e a subida do preço faz diminuir a procura. É neste contexto que uma intervenção do Estado poderia ser determinante. Segundo as leis da economia, a implementação da obrigatoriedade da utilização de papel reciclado nas instituições públicas faria – com o aumento da procura que reflectiria – baixar o preço desse material. Ora, baixando o preço, a procura generalizada aumentaria e o papel reciclado tornar-se-ia uma alternativa mais viável.
3. Além dos aspectos anteriormente referidos, o Estado tem como obrigação servir de exemplo para o povo. A implementação desta medida seria, pois, um exemplo de preocupação ecológica do Estado que poderia – provavelmente – sensibilizar a população.
Concluímos que, de facto, a implementação da utilização de papel reciclado nas instituições públicas pode ter efeitos bastante positivos para o país!

Porquê a Monarquia?


Quais são realmente as vantagens que acarreta um regime monárquico constitucional? Em que é que um rei pode ser mais eficaz que um presidente da República? Procurarei ser isento a nível da História e das histórias e analisar este aspecto de uma forma genérica – de forma a evitar a ocorrência de falácias.

1. O rei consegue manter uma posição de independência e equidistância – enquanto Chefe de Estado – no que toca às decisões que toma e à forma como rege. Isto deriva do facto de este não ter pertenças partidárias e de ser – em regra – ser absolutamente autónomo (no sentido de não depender nem seguir instruções de outrem). Assim, este chefe de estado pode tecer juízos sensatos e apartidários, dotando a sua prestação política de coerência e proporcionando, dessa forma, estabilidade ao país. De facto, um rei, não tendo necessidade de incorrer em propagandas políticas e partidárias para alcançar o poder, tem a possibilidade de se manter exímio no que toca ao partidarismo e preferências políticas.
2. Pelas mesmas razões acima mencionadas, o rei consegue cumprir o papel definido pela Constituição Portuguesa. Esta define o chefe de estado como o representante do país que deve garantir a independência nacional e a unidade do Estado, assim como regular o funcionamento das instituições. No que toca à unidade do Estado, um rei consegue – pela sua real independência política e partidária – analisar as propostas políticas de cada partido de forma equidistante e evitar assim a existência de partidarismos nas decisões tomadas.
3. Verificamos, ao olhar para os países sob regimes monárquicos, que alguns dos países geralmente considerados social e economicamente mais avançados são monarquias. É o caso do Reino Unido ou países como a Holanda, Suíça, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Canadá, entre outros. Assim, podemos concluir que – contrariamente ao que é defendido por muitos – um regime monárquico garante uma grande modernidade social e progresso económico.
4. Outro factor relevante na existência de um rei é a continuidade e a estabilidade que este confere ao país. O facto de o chefe de estado não ser condicionado a um mandato limitado a alguns anos, permite que este consiga alcançar mais objectivos e tenha um desempenho mais tangível e consistente ao longo do tempo. O período necessário à ambientação de um chefe de estado eleito por pouco tempo revela-se muitas vezes bastante negativo para o país: quando este está de facto integrado no seu papel, já o seu mandato está perto do fim. Além desse aspecto, tendo um rei, o povo sabe quais os valores e orientações do seu chefe de estado e sabe que estes se vão manter por muito tempo. Isto confere uma continuidade e uma estabilidade a nível do projecto nacional.
5. No seguimento deste pensamento, uma monarquia é – em regra – mais ligada à tradição e aos costumes nacionais. O rei será, pois, mais conservador, mantendo ao longo do tempo os hábitos nacionais. A República, contrariamente, procura revolucionar e alterar o que era costume no regime anteriormente vigente. Alterou – por exemplo – a Bandeira e o Hino Nacional, revolucionando a História do país.
6. Importante também é o facto de um rei conviver desde pequeno com as actividades de um chefe de estado e de ser educado para representar o país e para exercer o cargo que desempenhará. Desta forma encontra-se forçosamente mais bem preparado para reger do que a generalidade das pessoas que pode ser eleita presidente da República.
7. Por último gostava de realçar um outro aspecto relevante: O rei consegue uma maior projecção internacional do país, visto que tem a capacidade de desenvolver – ao longo dos anos – vínculos fortes com outros países e regiões, especialmente aqueles que integraram em tempos o território da Coroa Portuguesa.

Os aspectos que vimos levam-nos a concluir que um rei pode ser, de facto, bastante vantajoso para um país. Existem obviamente desvantagens numa monarquia, que para muitos são determinantes e que merecem sem dúvida ser tratadas numa outra reflexão a publicar eventualmente mais tarde.

sábado, 23 de outubro de 2010

O que é a Verdade?

A Verdade vem definida nos dicionários de língua portuguesa como a realidade ou a conformidade entre o pensamento ou a sua expressão e o objecto do pensamento. Em termos de realidade, o dicionário de filosofia fala da Verdade como uma existência diferente da ilusória, aparente e irreal. Tendo em conta que cada ser humano é indiscutivelmente diferente de todos os outros, sabemos que cada um tem uma visão pessoal da realidade e concebe noções diferentes sobre a maioria dos assuntos. Estando a Verdade intimamente ligada à realidade – e sendo a visão da realidade diferente de pessoa para pessoa – , cada ser humano terá, pois, uma noção diferente de Verdade que diferirá certamente da dos outros.
No mundo moderno tem-se consciência de que o conceito de Verdade é de tal maneira abrangente e intangível que se adoptaram diversas perspectivas, assumindo-se que o que para uns é verdade pode não o ser para outros.
Se a Verdade fosse igual para todos, então existiria – por exemplo – apenas uma religião global e não haveria sequer a necessidade de argumentar, já que todos teriam a mesma opinião. Mas isto não ser verifica na realidade. Os católicos, por exemplo, assumem como verdade a existência de Deus e a sua omnipotência, algo que os ateus vêm como irreal e falso.
Ao longo da história verificaram-se, no entanto, diversas tentativas de definir a Verdade num conceito absoluto e aceite por todos:
  • Na civilização grega Platão, por exemplo, defendia a existência de dois mundos: um inteligível e outro sensível. O mundo inteligível é o mundo perfeito onde tudo é imutável, puro e real. Segundo Platão é nesse mundo de Verdade que habitam as nossas almas, conhecendo a Verdade Absoluta, antes de, por castigo, serem aprisionadas num corpo humano. Esse corpo vive no mundo sensível, um mundo impuro, mutável e sensível. Nesse mundo existem apenas cópias rascas da realidade do mundo inteligível – da Verdade.
  • As religiões espalharam também uma nova visão da Verdade como algo conhecido apenas por um deus e que é absolutamente imperceptível aos olhos do Homem. Dado o escasso desenvolvimento da ciência e o pouco conhecimento que existia na altura sobre o mundo, o deus surgia como a única explicação para tudo e era o dono da Verdade.
Embora estas tentativas fossem cruciais à nossa evolução como civilização, nenhuma delas foi capaz de criar consenso e foi-se tornando claro para os estudiosos que a Verdade é de facto indefinível num âmbito absoluto.
Tendo em conta então que até hoje não foi possível ao Homem definir a Verdade e que esta é pessoal e varia de pessoa para pessoa conforme as noções e crenças, concluímos que não existe, até à data, uma definição de Verdade generalizada e aceite por todos. Ou seja, o que para uns é verdade, para outros pode não o ser. No entanto seria possível, a nível individual, definir a Verdade, já que cada um conhece as suas próprias noções e crenças.
Eventualmente será possível – à medida que a ciência evolui e tenta explicar a verdade da biologia, da física, da química, entre outras, aproximar o Homem daquilo que ele continuou sempre a procurar – a Verdade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Utilidade do Plano Semestral do Trabalho

PTS – Uma vantagem ou uma perca de tempo?

Para a construção do meu Plano Semestral de Trabalho tive de despender de algumas horas as ultimas duas semanas. Primeiramente vi-me forçado a determinar os meus objectivos previamente e calcular qual a forma mais frutífera de conjugar as horas de estudo como as de lazer e descanso. Tive de me informar sobre semanas de testes e entregas de trabalhos e deparei-me com impasses, por exemplo quando não pude descobrir os dias certos dos testes e trabalhos. Aconteceu já várias vezes, desde a construção do meu Plano Semestral até agora, ser obrigado a alterar o meu programa por causa de imprevistos e problemas que foram surgindo - Horas de estudo adiadas, horas de tempo livre e outras actividades interrompidas por algo inesperado.
Não posso, pois, negar que este Plano me deu muito trabalho e, nesse aspecto, obrigou-me a despender tempo livre ou de estudo para o elaborar.

No entanto, apesar de ao início eu ter sido um pouco céptico quanto à sua utilidade, deparei-me várias vezes com propostas e combinações com amigos (etc.), em que espontaneamente consultei o Plano Semestral de Trabalho para verificar os meus planos e procurar enquadrar essa nova actividade. Comprovei também – mas neste aspecto já costumava anteriormente também estruturar o meu tempo – que pensando previamente em que ordem e com que frequência devo estudar as matérias, o estudo torna-se mais fluido e custa menos.

Pude assim concluir que, contra tudo aquilo que eu ao início cepticamente considerei inútil, o PST ajuda de facto a ter uma agenda mais organizada e, apesar de custar algum tempo a preparar, depois de feitas as primeiras semanas, as outras são mais fáceis de estruturar.

Reflexão Crítica sobre o Plano Semestral de Trabalho

O meu PTS está organizado da forma que, para mim, torna mais fácil a obtenção de bons resultados, tanto na universidade como em outras actividades importantes da minha vida. Além disso contém ainda objectivos mais específicos que vêm – em regra – especificados nas “notas”.
Começarei por explicar as horas de estudo: Dado que de manhã tenho aulas e de noite, em geral, não tenho tanto rendimento como durante a tarde, optei por colocar as horas de estudo todas (salvo raras excepções) entre a hora do almoço e a hora do jantar. Estudar logo depois do jantar para mim é bastante difícil e se estudasse muito depois, acabaria por me deitar tarde, o que não seria bom, tendo em conta o meu horário. Em relação aos blocos de estudo: eu prefiro estudar menos mais vezes do que tudo de uma vez. Procuro fazer intervalos a cada 1h30 (no máximo), sendo que, na realidade, costumo fazer uma pequena pausa no meio do bloco de 1h30 para não ser tão cansativo. Como pretendo manter a minha bolsa de mérito tenho de estudar mais do que seria normal, mas também considero essencial guardar algum tempo livre para relaxar, pelo que a minha distribuição horária é mais ou menos uniforme. O PTS ajuda-me nesse sentido a enquadrar melhor os blocos de estudo e a ter uma melhor noção de como devo dividir o meu tempo pelos diversos afazeres. Como gosto de manter a matéria em dia e costumo passar todas as aulas a computador, opto normalmente por estudar a disciplina no dia em que a tive de manhã. O mesmo não acontece com matemática, já que – para mim – é uma disciplina que implica grande esforço, sendo assim preferível estuda-la com mais calma noutro dia. MicroEconomia exige também bastante esforço, pelo que lhe reservei mais tempo que a outras disciplinas.
Gosto ainda bastante de nadar, pelo que incluí – a partir de certo momento – umas horas de natação semanais no meu PTS. Marquei a quinta-feira por ser um dia que exige de mim esforço adicional na universidade (matemática), já que nadar me relaxa. E ao fim-de-semana de manhã é também sempre uma altura que gosto de passar com mais calma e sem estudar, pelo que me pareceu pertinente passar a ir nadar nessa altura.
Inscrevi-me na CASO no Centro Social da Foz e tenho, de duas em duas semanas, os sem-abrigo de Cristo Rei.
À sexta-feira janto sempre em casa da minha avó (Alto de Vila) e o jantar prolonga-se sempre, por ser um jantar de família.
Gosto também aos fins-de-semana de estar com amigos meus à noite, optando por me levantar um pouco mais tarde.
Quanto aos objectivos específicos: Pretendo acabar de ler o livro “O Primo Basílio” até dia 20 de Novembro (aproximadamente) para ler depois “A Relíquia” até ao Natal, altura em que pretendo discutir esses livros com uma tia minha. Quero ainda certificar-me de que faço progressos num livro que estou a escrever e que queria ver acabado ainda antes de fazer 19 anos (em Maio). Por isso, grande parte do meu tempo livre será utilizado – sempre que possível – para ler ou escrever.