sábado, 23 de outubro de 2010

O que é a Verdade?

A Verdade vem definida nos dicionários de língua portuguesa como a realidade ou a conformidade entre o pensamento ou a sua expressão e o objecto do pensamento. Em termos de realidade, o dicionário de filosofia fala da Verdade como uma existência diferente da ilusória, aparente e irreal. Tendo em conta que cada ser humano é indiscutivelmente diferente de todos os outros, sabemos que cada um tem uma visão pessoal da realidade e concebe noções diferentes sobre a maioria dos assuntos. Estando a Verdade intimamente ligada à realidade – e sendo a visão da realidade diferente de pessoa para pessoa – , cada ser humano terá, pois, uma noção diferente de Verdade que diferirá certamente da dos outros.
No mundo moderno tem-se consciência de que o conceito de Verdade é de tal maneira abrangente e intangível que se adoptaram diversas perspectivas, assumindo-se que o que para uns é verdade pode não o ser para outros.
Se a Verdade fosse igual para todos, então existiria – por exemplo – apenas uma religião global e não haveria sequer a necessidade de argumentar, já que todos teriam a mesma opinião. Mas isto não ser verifica na realidade. Os católicos, por exemplo, assumem como verdade a existência de Deus e a sua omnipotência, algo que os ateus vêm como irreal e falso.
Ao longo da história verificaram-se, no entanto, diversas tentativas de definir a Verdade num conceito absoluto e aceite por todos:
  • Na civilização grega Platão, por exemplo, defendia a existência de dois mundos: um inteligível e outro sensível. O mundo inteligível é o mundo perfeito onde tudo é imutável, puro e real. Segundo Platão é nesse mundo de Verdade que habitam as nossas almas, conhecendo a Verdade Absoluta, antes de, por castigo, serem aprisionadas num corpo humano. Esse corpo vive no mundo sensível, um mundo impuro, mutável e sensível. Nesse mundo existem apenas cópias rascas da realidade do mundo inteligível – da Verdade.
  • As religiões espalharam também uma nova visão da Verdade como algo conhecido apenas por um deus e que é absolutamente imperceptível aos olhos do Homem. Dado o escasso desenvolvimento da ciência e o pouco conhecimento que existia na altura sobre o mundo, o deus surgia como a única explicação para tudo e era o dono da Verdade.
Embora estas tentativas fossem cruciais à nossa evolução como civilização, nenhuma delas foi capaz de criar consenso e foi-se tornando claro para os estudiosos que a Verdade é de facto indefinível num âmbito absoluto.
Tendo em conta então que até hoje não foi possível ao Homem definir a Verdade e que esta é pessoal e varia de pessoa para pessoa conforme as noções e crenças, concluímos que não existe, até à data, uma definição de Verdade generalizada e aceite por todos. Ou seja, o que para uns é verdade, para outros pode não o ser. No entanto seria possível, a nível individual, definir a Verdade, já que cada um conhece as suas próprias noções e crenças.
Eventualmente será possível – à medida que a ciência evolui e tenta explicar a verdade da biologia, da física, da química, entre outras, aproximar o Homem daquilo que ele continuou sempre a procurar – a Verdade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Utilidade do Plano Semestral do Trabalho

PTS – Uma vantagem ou uma perca de tempo?

Para a construção do meu Plano Semestral de Trabalho tive de despender de algumas horas as ultimas duas semanas. Primeiramente vi-me forçado a determinar os meus objectivos previamente e calcular qual a forma mais frutífera de conjugar as horas de estudo como as de lazer e descanso. Tive de me informar sobre semanas de testes e entregas de trabalhos e deparei-me com impasses, por exemplo quando não pude descobrir os dias certos dos testes e trabalhos. Aconteceu já várias vezes, desde a construção do meu Plano Semestral até agora, ser obrigado a alterar o meu programa por causa de imprevistos e problemas que foram surgindo - Horas de estudo adiadas, horas de tempo livre e outras actividades interrompidas por algo inesperado.
Não posso, pois, negar que este Plano me deu muito trabalho e, nesse aspecto, obrigou-me a despender tempo livre ou de estudo para o elaborar.

No entanto, apesar de ao início eu ter sido um pouco céptico quanto à sua utilidade, deparei-me várias vezes com propostas e combinações com amigos (etc.), em que espontaneamente consultei o Plano Semestral de Trabalho para verificar os meus planos e procurar enquadrar essa nova actividade. Comprovei também – mas neste aspecto já costumava anteriormente também estruturar o meu tempo – que pensando previamente em que ordem e com que frequência devo estudar as matérias, o estudo torna-se mais fluido e custa menos.

Pude assim concluir que, contra tudo aquilo que eu ao início cepticamente considerei inútil, o PST ajuda de facto a ter uma agenda mais organizada e, apesar de custar algum tempo a preparar, depois de feitas as primeiras semanas, as outras são mais fáceis de estruturar.

Reflexão Crítica sobre o Plano Semestral de Trabalho

O meu PTS está organizado da forma que, para mim, torna mais fácil a obtenção de bons resultados, tanto na universidade como em outras actividades importantes da minha vida. Além disso contém ainda objectivos mais específicos que vêm – em regra – especificados nas “notas”.
Começarei por explicar as horas de estudo: Dado que de manhã tenho aulas e de noite, em geral, não tenho tanto rendimento como durante a tarde, optei por colocar as horas de estudo todas (salvo raras excepções) entre a hora do almoço e a hora do jantar. Estudar logo depois do jantar para mim é bastante difícil e se estudasse muito depois, acabaria por me deitar tarde, o que não seria bom, tendo em conta o meu horário. Em relação aos blocos de estudo: eu prefiro estudar menos mais vezes do que tudo de uma vez. Procuro fazer intervalos a cada 1h30 (no máximo), sendo que, na realidade, costumo fazer uma pequena pausa no meio do bloco de 1h30 para não ser tão cansativo. Como pretendo manter a minha bolsa de mérito tenho de estudar mais do que seria normal, mas também considero essencial guardar algum tempo livre para relaxar, pelo que a minha distribuição horária é mais ou menos uniforme. O PTS ajuda-me nesse sentido a enquadrar melhor os blocos de estudo e a ter uma melhor noção de como devo dividir o meu tempo pelos diversos afazeres. Como gosto de manter a matéria em dia e costumo passar todas as aulas a computador, opto normalmente por estudar a disciplina no dia em que a tive de manhã. O mesmo não acontece com matemática, já que – para mim – é uma disciplina que implica grande esforço, sendo assim preferível estuda-la com mais calma noutro dia. MicroEconomia exige também bastante esforço, pelo que lhe reservei mais tempo que a outras disciplinas.
Gosto ainda bastante de nadar, pelo que incluí – a partir de certo momento – umas horas de natação semanais no meu PTS. Marquei a quinta-feira por ser um dia que exige de mim esforço adicional na universidade (matemática), já que nadar me relaxa. E ao fim-de-semana de manhã é também sempre uma altura que gosto de passar com mais calma e sem estudar, pelo que me pareceu pertinente passar a ir nadar nessa altura.
Inscrevi-me na CASO no Centro Social da Foz e tenho, de duas em duas semanas, os sem-abrigo de Cristo Rei.
À sexta-feira janto sempre em casa da minha avó (Alto de Vila) e o jantar prolonga-se sempre, por ser um jantar de família.
Gosto também aos fins-de-semana de estar com amigos meus à noite, optando por me levantar um pouco mais tarde.
Quanto aos objectivos específicos: Pretendo acabar de ler o livro “O Primo Basílio” até dia 20 de Novembro (aproximadamente) para ler depois “A Relíquia” até ao Natal, altura em que pretendo discutir esses livros com uma tia minha. Quero ainda certificar-me de que faço progressos num livro que estou a escrever e que queria ver acabado ainda antes de fazer 19 anos (em Maio). Por isso, grande parte do meu tempo livre será utilizado – sempre que possível – para ler ou escrever.